Em 1983, sem as leis e as expressões que utilizamos atualmente, já existiam experiências concretas de inclusão. A circulação pela cidade e a convivência social também faziam parte do trabalho terapêutico.
Psicanalista convive e atua desde 1983 no dia-a-dia com pessoas que sofrem de transtornos mentais, e além do atendimento psicoterápico em consultório particular, cursou o MBA de Gestão de Saúde Executivo Administração pela FGV(2015/2017).
Muito antes de a inclusão escolar se tornar um tema frequente nas leis e nos debates públicos, algumas instituições já desenvolviam experiências de integração de crianças e adolescentes com desenvolvimento atípico.
Neste vídeo, relato uma experiência que vivi em 1983, quando trabalhava como acompanhante terapêutico em uma escola conhecida da Zona Sul do Rio de Janeiro.
Meu trabalho não se limitava ao espaço da escola. Acompanhávamos os alunos em ônibus, praias, passeios e visitas às famílias. A cidade também fazia parte do processo terapêutico.
Inclusão para além da sala de aula
A convivência nos espaços públicos ajudava essas crianças e adolescentes a desenvolver autonomia, ampliar suas relações e participar da vida social.
Naquela época, não se utilizavam muitos dos termos e classificações atuais. Também não existiam as regulamentações que hoje orientam a educação inclusiva. Ainda assim, o cuidado já acontecia de forma concreta, com acompanhamento próximo e participação na vida cotidiana.
Essa experiência mostra que a inclusão não depende apenas de leis. Ela exige profissionais preparados, instituições comprometidas e oportunidades reais de convivência.
Um registro da história da saúde mental
Relembrar esse trabalho também é recuperar uma parte da história da psicologia e da reabilitação psicossocial no Brasil.
Décadas depois, continuamos discutindo como garantir acompanhamento especializado, integração social e respeito às pessoas com necessidades específicas. Conhecer essas experiências ajuda a compreender o que já avançou e o quanto ainda precisamos avançar.
Assista ao vídeo e deixe sua percepção nos comentários.
Apoio:
LPA – Lar Protegido das Américas
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