Psicanalista convive e atua desde 1983 no dia-a-dia com pessoas que sofrem de transtornos mentais, e além do atendimento psicoterápico em consultório particular, cursou o MBA de Gestão de Saúde Executivo Administração pela FGV(2015/2017).
Muitos pacientes interrompem o tratamento em saúde mental mesmo depois de apresentarem uma melhora inicial. Uma das razões pode estar na forma como o cuidado é conduzido.
Neste vídeo, Márcio Astrachan discute um erro frequente nas abordagens clínicas: tratar apenas o sintoma, o diagnóstico ou a medicação, esquecendo que por trás de cada transtorno existe uma pessoa com história, desejos, medos e projetos interrompidos.
Quando o tratamento se limita ao controle de sintomas, o paciente pode se sentir reduzido a um diagnóstico, a um CID ou a uma estatística. Isso pode contribuir para o ciclo conhecido como “porta giratória da psiquiatria”: melhora, alta, recaída e nova internação.
A reabilitação psicossocial precisa ir além da doença. Ela envolve a construção de uma aliança terapêutica real, escuta, humanização e a retomada do protagonismo do paciente em sua própria vida.
Não se trata apenas de silenciar sintomas. Trata-se de ajudar a pessoa a reconstruir uma vida possível, com mais autonomia, vínculo e sentido.
Assista ao vídeo completo abaixo:
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